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MPSE acompanha regularização e cobra melhorias na Unidade de Atendimento Psiquiátrico do Hospital São José

O Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio das 2ª e 9ª Promotorias de Justiça dos Direitos à Saúde, realizou uma audiência para tratar de irregularidades na Unidade de Atendimento Psiquiátrico do Hospital São José. O procedimento preparatório foi motivado por relatórios técnicos do Conselho Regional de Medicina (Cremese), da Vigilância Sanitária de Aracaju e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SE), que apontaram problemas estruturais, administrativos e de segurança que comprometem o atendimento aos usuários e o trabalho dos profissionais.

Durante a reunião, a Vigilância Sanitária municipal informou que o hospital opera há cerca de 16 meses sem Alvará Sanitário e que a emissão da declaração provisória estava suspensa devido à falta de correção das falhas notificadas. Entre os problemas apontados estão infiltrações, umidade excessiva e a ausência de um sistema de monitoramento contínuo dos pacientes. Além disso, os conselhos de classe detalharam o deficit de leitos diante da demanda crescente e a necessidade de redimensionamento das equipes de assistência.

Os representantes do Hospital São José informaram que as demandas administrativas já foram solucionadas e que as correções emergenciais na infraestrutura foram iniciadas no dia 3 de agosto. A instituição filantrópica também destacou que a substituição do arco cirúrgico foi efetuada e que o centro cirúrgico passa por uma ampla reforma, com previsão de conclusão para outubro. Sobre a segurança interna, o município de Aracaju sugeriu a instalação de um “botão do pânico” na unidade.

Diante do cenário exposto, ficou deliberado que o Hospital São José apresentará um Plano de Ação detalhado com cronograma para sanar todas as irregularidades apontadas pelos órgãos de fiscalização. Em contrapartida, a Vigilância Sanitária comprometeu-se a analisar imediatamente o projeto de reforma estrutural enviado pela unidade e a emitir uma declaração sanitária com validade de 30 dias, permitindo a regularização da compra de insumos e medicamentos essenciais, mantendo o monitoramento constante.

Para acompanhar a evolução das obrigações pactuadas, o Ministério Público agendou uma inspeção conjunta na unidade para o dia 14 de outubro. A vistoria contará com a participação da Vigilância Sanitária, Cremese e Coren-SE, além do suporte técnico do Núcleo de Apoio Técnico em Saúde (NATS) do próprio MPSE, que auxiliará na avaliação das adequações implementadas pelo hospital.

Núcleo de Comunicação
Ministério Público de Sergipe

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