O Ministério Público de Sergipe vem expandindo sua atuação na difusão de métodos consensuais de resolução de disputas, estimulando debates que conectam o universo jurídico a outras áreas do conhecimento humano. A iniciativa busca incentivar o diálogo horizontal e a escuta qualificada como alternativas viáveis para a mediação de conflitos, promovendo a harmonia social a partir de uma abordagem institucional mais acessível.
Essa diretriz foi o tema central da “I Roda de Conversa da Coapaz”, evento promovido pela Coordenadoria Permanente de Autocomposição e Paz (Coapaz) em parceria com a Escola Superior do MPSE (ESMP). Sob o título “A esperança na Cultura de Paz: Diálogos, Arte e Literatura”, a atividade reuniu a Coordenadora da Coapaz, Procuradora de Justiça Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg, membros da instituição e o público externo para refletir sobre como as manifestações artísticas e culturais podem humanizar a aplicação das práticas restaurativas.
Na oportunidade, os debates evidenciaram que a literatura e as expressões artísticas funcionam como ferramentas de mediação por sua capacidade de espelhar as realidades sociais. Ao introduzir esses elementos no cotidiano institucional, o objetivo é ampliar a compreensão sobre o acolhimento das partes envolvidas em um impasse, reduzindo o distanciamento técnico do Direito tradicional.
A condução das reflexões ficou a cargo de Miriam Coutinho de Faria Alves, Doutora em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professora adjunta da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Presidente da Comissão de Direito, Literatura e Arte da OAB/SE. A palestrante abordou perspectivas interdisciplinares, demonstrando como a produção cultural atua diretamente na transformação das relações humanas.
Durante a exposição, foi destacado o papel central da sensibilidade e da linguagem na desconstrução da violência simbólica e na consolidação de uma postura cooperativa na sociedade.
Na busca da pacificação social, a experiência de construir diálogos e vivências reconstrutivas dos laços sociais é mediada pela esperança como disposição psicossocial e coletiva em torno da ressignificação da convivência.
Fotos: Larissa Góis/MPSE





