O Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio da Escola Superior e do Centro de Apoio Operacional (CAOp) do Meio Ambiente, realizou nesta segunda-feira, 13, o Seminário Integrado Gestão de Riscos e Desastres, etapa fundamental do “Projeto Cidades Seguras”. O evento, ocorrido no auditório da instituição, reuniu especialistas e gestores para discutir estratégias de enfrentamento à emergência climática e a estruturação das Defesas Civis nos 75 municípios sergipanos. A iniciativa visa garantir que as administrações locais possuam capacidade técnica para identificar e mitigar riscos associados a eventos extremos, como chuvas intensas.
Durante o encontro, o MPSE apresentou ferramentas tecnológicas inovadoras para auxiliar os municípios. Foram disponibilizados dois modelos de Inteligência Artificial: o primeiro deles com o objetivo de dar suporte às prefeituras na elaboração de seus Planos de Contingência, e uma segunda ferramenta destinada à Defesa Civil Estadual para a auditoria desses planos. O uso da tecnologia visa acelerar a resposta institucional e garantir que os planejamentos municipais sejam tecnicamente robustos e eficazes na preservação de vidas.
A Promotora de Justiça Aldeleine Melhor Barbosa, Diretora do Centro de Apoio Operacional (CAOp) do Meio Ambiente, destacou que o projeto atua na base da gestão pública. “Além do suporte tecnológico, o MPSE está enviando recomendações aos prefeitos e um pacote de modelos de leis. O objetivo é que cada município regulamente a estrutura de sua Defesa Civil de acordo com sua realidade populacional, definindo claramente as responsabilidades de cada secretaria em situações de desastre e garantindo o acolhimento adequado da população atingida”, frisou.
Complementando a visão estratégica, o Diretor do CAOp de Proteção aos Recursos Hídricos, Promotor de Justiça Sandro Luiz da Costa, enfatizou que a atuação rápida e organizada é o que define o salvamento de vidas. Ele alertou para a preocupação do Ministério Público com o fato de diversos municípios sergipanos ainda não possuírem planos de contingência ou defesas civis devidamente estruturadas. “O “Projeto Cidades Seguras” surge, portanto, como um indutor da política nacional de prevenção, preparando recursos humanos e materiais para respostas eficientes”, pontuou.
A programação do seminário também contou com a entrega da Medalha de Mérito da Defesa Civil de Sergipe a autoridades e colaboradores que se destacaram na área. Entre os homenageados, estiveram o Procurador-Geral de Justiça, Nilzir Soares Vieira Junior, e o Coordenador-Geral do MPSE, Carlos Augusto Alcantara Machado. O reconhecimento simboliza a integração entre as instituições para o fortalecimento da segurança socioambiental no estado.
Além das condecorações, o evento promoveu um ciclo de palestras técnicas que abordaram desde o diagnóstico meteorológico para a quadra chuvosa de 2026 até o lançamento do “Projeto Catalisa”, voltado para inovação e planejamento. As apresentações reforçaram a necessidade de monitoramento constante e da atualização dos protocolos de resposta a emergências climáticas, alinhando Sergipe às diretrizes globais de resiliência urbana.
> Programação
O seminário reuniu importantes vozes da área de prevenção e resposta a desastres, como o Diretor de Prevenção e Mitigação da Sedec Piauí, Werton Francisco Rios da Costa Sobrinho, que apresentou o prognóstico meteorológico para 2026. O evento também contou com as contribuições técnicas do Superintendente de Inovação da Seplan/SE, Thalles Carvalho, sobre o Projeto Catalisa, e do Tenente-Coronel BM Sílvio Leonardo Vieira Prado, que detalhou o Plano de Resposta a Emergências Climáticas. Além deles, o Coronel BM Alexandre José Alves Silva apresentou o modelo de Inteligência Artificial do MPSE, consolidando um ciclo de debates focado na integração técnica e na inovação para a segurança dos municípios.
Fotos: Eric Almeida/MPSE





