O Ministério Público de Sergipe (MPSE) recebeu a visita institucional da Coordenadoria-Geral de Perícias (Cogerp) para conhecer os indicadores de produtividade e a evolução tecnológica do trabalho pericial no Estado. O encontro, realizado com o Coordenador-Geral do MPSE, Carlos Augusto Alcântara Machado — representando a Procuradoria-Geral de Justiça —, buscou consolidar a integração entre os órgãos e garantir que a atuação ministerial seja subsidiada por evidências científicas cada vez mais precisas.
Durante a reunião, o MPSE acompanhou a apresentação de dados feita pelo Coordenador-Geral de Perícias, Victor Vasconcelos Barros, e pelos diretores do Instituto de Criminalística (IC), do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF). O diálogo focou em como a melhoria dos fluxos de trabalho pericial impacta diretamente na resolutividade das investigações conduzidas pelas Promotorias de Justiça.
Os indicadores apresentados apontam que a Cogerp conseguiu superar um déficit histórico na emissão de documentos. Entre os anos de 2023 e 2025, o esforço conjunto entre os institutos resultou na liquidação de passivos de laudos periciais, o que garante maior celeridade à justiça criminal e facilita o trabalho das instâncias do Ministério Público na formação da opinião delitiva.
O avanço tecnológico e a modernização dos processos internos também foram destacados como fatores determinantes para a entrega de provas mais robustas. Para o MP sergipano, a evolução técnica dos institutos é essencial para que os pronunciamentos dos Promotores de Justiça e as futuras decisões judiciais tenham como base fundamentos científicos inquestionáveis, reduzindo margens de erro e impunidade.
A aproximação entre as instituições qualifica o controle externo da atividade policial e o aprimoramento da persecução penal. Ao dispor de laudos mais rápidos e detalhados, o Ministério Público oferece respostas mais eficazes à sociedade, otimizando o tempo do processo judicial por meio da eficiência da perícia técnica.
Além da Administração Superior, participaram da discussão os Promotores de Justiça Rogério Ferreira da Silva (Controle Externo da Atividade Policial), Félix Carballal Silva (Assessoria da PGJ) e Antônio Fernandes da Silva Júnior (Diretor do Centro de Apoio Operacional Criminal).
Fotos: Eric Almeida/MPSE





