O Ministério Público de Sergipe, por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA) e da 8ª Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão de Aracaju/Infância e Adolescência, promoveu nesta segunda-feira, 27, uma reunião para discutir os resultados do Projeto Oportunidade Aprendiz (Poa) e fomentar novas parcerias.
O Projeto é desenvolvido pelo MPSE, em parceria com o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), e tem como objetivo promover a formação profissional de adolescentes acolhidos, socioeducandos e atendidos por programas sociais, por meio da inclusão na aprendizagem profissional, da realização de cursos técnicos e livres. Essas medidas visam a preparação dos jovens para o futuro mercado de trabalho.
Participaram do encontro: o Procurador-Geral de Justiça, Nilzir Soares Vieira Junior; o Coordenador-Geral do MPSE, Carlos Augusto Alcantara Machado; a Coordenadora da Coordenadoria de Autocomposição e Paz (Coapaz) do MPSE, a Procuradora de Justiça Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg; o Ouvidor do MPSE, o Procurador de Justiça Eduardo Lima de Matos; a Diretora do CAOpIA, Talita Cunegundes; a Promotora da 8ª Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão de Aracaju/Infância e Adolescência, Maria Lilian Mendes Carvalho; e o Procurador do Trabalho do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), Alexandre Alvarenga. Jovens que integraram o projeto, gestores e representantes de entidades também estiveram presentes no encontro.
O PGJ destacou a relevância do projeto para o desenvolvimento profissional dos jovens atendidos. “Esse trabalho, voltado a promover o conhecimento profissional desses jovens, com foco em adolescentes vulnerabilizados que merecem uma atenção ainda maior, é de extrema importância para a sociedade, e por isso, tanto o Ministério Público de Sergipe, quanto o Ministério Público do Trabalho atendem as diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público, que demandam uma atenção a políticas nessa área do aprendizado. Eu considero que esse já é um projeto vencedor”, frisou.
O projeto surgiu através de uma somação de esforços entre o MPSE e o MPT-SE, para fomentar parcerias com empresas para o cumprimento das cotas sociais, oportunizando aos adolescentes uma preparação para o mercado de trabalho, em especial para os jovens em situação de vulnerabilidade social. Desde então, o projeto já inscreveu aproximadamente 500 jovens.
A Promotora de Justiça da 8ª Promotoria de Justiça dos Direitos do Cidadão de Aracaju/Infância e Adolescência, Maria Lilian Mendes Carvalho, enfatizou a importância do projeto para alguns jovens em específico. “Atuo na área da infância e adolescência há cerca de 20 anos e o que percebia era que muitas vezes os adolescentes que estão no sistema socioeducativo, nas unidades de acolhimento e em programas sociais não tinham a oportunidade de ressignificar a vida através da inclusão. Em 2018, começamos a articular isso com o Ministério Público do Trabalho e com a rede de proteção e, agora, podemos celebrar o início dos resultados”, destacou.
A Diretora do CAOpIA, a Promotora de Justiça Talita Cunegundes destacou a importância da parceria entre as instituições. “O projeto promove a inclusão social por meio do trabalho protegido e ressignifica a vida de jovens em situação de vulnerabilidade social, os invisíveis. Necessária cooperação de todos setores da sociedade para incentivar o cumprimento das cotas sociais”, pontuou.
O Procurador do Trabalho do MPT-SE, Alexandre Alvarenga, também ressaltou a relevância da cooperação entre os órgãos. “É importante que esse projeto se torne um programa, porque a necessidade permanece e há muito o que avançar nessa área. Da parte do MPT, eu só posso dizer que contem conosco para que essa parceria continue em 2025”, frisou.
Em seu escopo, o projeto possui uma parte teórica, com a realização de cursos técnicos oferecidos pelo Senac Sergipe ou Sest/Senat Sergipe, e a parte prática, quando os jovens são inseridos em ambientes de trabalho, como as Promotorias de Justiça do MP de Sergipe e outros setores de órgãos públicos, para que adquiram experiência profissional.
Participante do Projeto Oportunidade Aprendiz, a jovem Mariana Vitória contou como essas experiências têm auxiliando no seu desenvolvimento profissional e pessoal. “Eu enxergo esse lugar como uma amplitude de oportunidades, me deu a consciência de caminhos distintos que podem ser seguidos. Antes eu não tinha conhecimento sobre esse mundo jurídico, e aqui eu entendi o funcionamento do MP como órgão que protege os direitos das pessoas”, declarou.
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