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MPSE – CAOp da Mulher é homenageado pelo TJSE por atuação na prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar

O Centro de Apoio Operacional (CAOp) dos Direitos da Mulher, do Ministério Público de Sergipe, foi homenageado por sua atuação no combate à violência doméstica e familiar, na solenidade que comemorou os 11 anos da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). A data também foi marcada pela palestra ‘Prateleira do Amor: gênero e violência doméstica contra a mulher’, ministrada pela professora Valeska Zanello, do curso de Psicologia da UnB.

Assim como o CAOp dos Direitos da Mulher, outros órgãos, entidades e autoridades receberam homenagens pelo trabalho desempenhado no acolhimento da mulher vítima de violência e no enfrentamento do crime, com campanhas e ações diretas para inibir e prevenir a violência doméstica e familiar.

A placa de homenagem foi entregue à Diretora do CAOp dos Direitos da Mulher, a Promotora de Justiça Cecília Nogueira Guimarães Barreto, que, na ocasião, também representou o MPSE. “A Coordenadoria da Mulher do TJSE está de parabéns, porque esse tipo de promoção, de estudo na rede de apoio, nesse ato comemorativo, fortalece a rede como um todo contra a violência de gênero. Me sinto muito honrada em ocupar esse cargo de Diretora do CAOp Mulher e receber o primoroso reconhecimento de uma base de atuação tão comprometida. Reconheço o excelente trabalho da doutora Rosa Geane e todos seus antecessores na coordenadoria”, enfatizou.

A Coordenadoria da Mulher do TJSE foi criada através da Lei 7.183, de 14 de julho de 2011, com funcionamento regulamentado através da Resolução 12/2011, sendo instalada pelo Ato 205/2012. Nos últimos anos, o enfrentamento à violência doméstica em Sergipe se destacou pela parceria desenvolvida entre a Coordenadoria, o CAOp dos Direitos da Mulher, DAGV e outros órgãos que compõem a rede de proteção à mulher.

>Palestra

Referência nacional em estudos de gênero, a professora doutora Valeska Zanello discorreu sobre como a violência de gênero nasce, caracteriza-se e se propaga na sociedade brasileira. “Na nossa cultura, os homens aprendem a amar muitas coisas e as mulheres aprender a amar os homens. Usando a metáfora da prateleira do amor, as mulheres se subjetivam nessa prateleira, mediadas por um ideal estético construído historicamente no começo do século, da mulher branca, loura e magra. Quanto mais distante desse perfil, pior o seu lugar na prateleira e maior a chance de ser vista sob a ótica da objetificação sexual”, considerou a professora.

Com informações do TJSE

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Fotos: Raphael Faria/TJSE

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