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CNMP lança cartilha sobre saúde mental no Ministério Público

O Conselho Nacional do Ministério Público, por meio da Comissão da Saúde (CES/CNMP), lançou a versão digital da cartilha “Bem viver: saúde mental no Ministério Público”. A publicação trata de assuntos como pandemia e teletrabalho, ansiedade, depressão, síndrome do esgotamento profissional (Burnout), transtorno do pânico, tratamentos e práticas integrativas complementares.

O ano de 2020 revelou um novo inimigo para a higidez mental. A pandemia da Covid-19 exigiu medidas de isolamento social, privando-nos da dinâmica de interações que estávamos habituados, especialmente no trabalho. Reações psicológicas adversas são associadas à epidemia e incluem o medo, a irritabilidade, a angústia e a tristeza. Se manifestam em distúrbios do apetite e do sono, conflitos interpessoais, episódios de violência e pensamentos recorrentes relacionados à morte e à saúde própria ou de familiares.

A adoção do teletrabalho para o exercício das funções judiciais e administrativas aumentou a carga laboral, principalmente para as mulheres. A suspensão temporária das atividades presenciais, a realização de exaustivas reuniões por videoconferência, a diminuição drástica das interações sociais e a permanência em tempo integral em situação de plantão compõem um quadro que os especialistas definem como a pandemia paralela, com o agravamento dos transtornos mentais, compulsões, ansiedades e outras enfermidades associadas. Rotinas de diversão, como ir a um cinema, um espetáculo de cultura ou um bar com os amigos, participar de festas e confraternizações, praticar esportes coletivos, entre tantas outras, desapareceram do cardápio de nossos dias, especialmente dos fins de semana.

A cartilha é um alerta e um convite para que você preste atenção em si, em seu colega de trabalho e nas pessoas da sua família. Algo dentro de você ou dos que o circundam pode necessitar de cuidados. O silêncio e o distanciamento são nossos maiores inimigos. Caso você perceba que alguém precisa de ajuda, ou mesmo tenha dúvidas acerca de sua condição atual, necessitando de esclarecimentos ou apoio especializado para lidar com ansiedade, estresse, depressão, pânico ou medo excessivos, busque a atenção de um profissional da saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 300 milhões de pessoas no mundo são atingidas por síndromes depressivas. O risco de depressão em mulheres é 3 vezes maior. Quando os sintomas aparecem e se tornam recorrentes, devemos buscar ajuda de um profissional da saúde o mais breve possível, para termos um diagnóstico seguro, que seja consistente do ponto de vista científico e clinicamente confiável.

Do ponto de vista individual, algumas ações podem ser feitas para ampliar os cuidados em situações de acúmulo de estresse e de sofrimento psíquico:

– Reconhecer os limites e manter uma visão realista de si;

– Evitar comparações;

– Possuir flexibilidade para as mudanças necessárias na vida;

– Estar aberto ao diálogo;

– Permitir-se tempo para lazer e para socialização;

– Ter relações afetivas com amigos e família;

– Cuidar do sono;

– Realizar atividade física;

– Expressar emoções e sentimentos sem violência;

– Desenvolver a espiritualidade;

– Pedir ajuda profissional quando necessário (quando as dores ou perdas estiverem intervindo na qualidade de vida, na capacidade de realizar o trabalho e manter relações afetivas estáveis e saudáveis);

– Cuidar dos pensamentos para que não sejam repetitivos, ameaçadores, autopunitivos e rígidos;

– Ampliar as experiências emocionais.

Janeiro Branco – Saúde Mental

O mês de janeiro é marcado por uma campanha nacional que tem como objetivo chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas: Janeiro Branco.

No primeiro mês do ano, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.

E, como em uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser inspiradas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida.

Por uma cultura da Saúde Mental! Todo Cuidado Conta! Cuide de você!

Com informações do CNMP e do site www.janeirobranco.com.br

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