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Cidadania e Saúde: MP realiza palestras sobre câncer e combate às drogas

O Ministério Público de Sergipe, por intermédio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos à Saúde (CAOp Saúde), com o apoio da Escola Superior do MP, promoveu duas palestras sobre importantes temas elencados no calendário do Ministério da Saúde (MS) para o mês de fevereiro: a luta contra o câncer e o combate às drogas e ao alcoolismo. O evento, que faz parte do ciclo “MP, Cidadania e Saúde”, reuniu um público diversificado e favoreceu o compartilhamento de experiências.

Tratamos de temas absolutamente necessários, que precisam ser discutidos pela sociedade, como a questão do câncer e do combate ao álcool e às drogas. Foi extremamente produtivo”, disse o promotor de Justiça Rony Almeida, diretor do CAOp Saúde e idealizador do projeto. Para ele, o sentido dessas palestras, que acontecerão ao longo de todo o ano, é aprofundar reflexões sobre temas importantes tanto para o MS como para a sociedade. “Nós trabalhamos sob duas vertentes: prevenção e assistência à saúde, no caso das pessoas que já se encontram acometidas pelas doenças. Queremos trazer essas notícias para o MP, a fim de que possamos discutir com o Estado, com o Município e com os demais órgãos a melhor forma de assistir essas pessoas, ou seja, de como fazer um tratamento que traga a cura para elas”, acrescentou.

A primeira palestra foi ministrada pela psicóloga Kátia Ribeiro de Melo Paiva, que abordou o eixo “combate às drogas e ao alcoolismo”. Segundo ela, “é fundamental desenvolver uma postura crítica à mera proibição do uso e à abstinência como o principal e único objetivo da prevenção”. “A finalidade não é ditar comportamentos, mas contribuir para que cada pessoa, a partir de uma intensa e contínua reflexão, encontre modos de reduzir suas próprias vulnerabilidades durante toda a vida”, esclareceu. Kátia Ribeiro também salientou a necessidade do diálogo para a formação de uma consciência crítica, capaz de identificar os riscos. Questionada sobre a eficácia de iniciativas como a internação compulsória, ela explicou que a adesão do paciente é um pré-requisito indispensável para o sucesso do tratamento, razão pela qual medias de força se tornam inócuas. “Jamais devemos reproduzir a ‘pedagogia do terror’ e seus procedimentos de amedrontamento e intimidação. Isso não funciona. É preciso ouvir as pessoas, mantendo um clima afetivo, no qual seja possível colocar em questão as escolhas”, explicou.

Em seguida, o médico oncologista Eduardo Azevedo fez um alerta: em 2020, o Brasil registrará 625 mil novos casos de câncer, de acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer. Apesar disso, ele destacou os avanços da ciência e as inúmeras possibilidades de cura, a partir da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento correto. Um exemplo muito claro é o câncer de colo do útero. Em 95% dos casos, a doença é provocada pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). Para Azevedo, daqui a 30 anos, quando grande da população estará imunizada pela vacina contra o HPV, os registros de mulheres afetadas serão drasticamente reduzidos.

Outros dados trazidos pelo médico reforçam cientificamente a importância de prevenir. O câncer de boca, por exemplo, em 80% das vezes, têm relação direta com o alcoolismo ou com o tabagismo. Como apenas 5% dos tumores apresentam traço hereditário inequívoco, 95% são incidentais ou relativos a fatores ambientais. Portanto, o fumo e o álcool representam fatores de risco, ou seja, elevam a possibilidade de lesões cancerosas.

Em entrevista, Eduardo Azevedo elogiou a iniciativa do MP. “O Ministério Público é um carreador de melhoria no serviço oferecido à população. Diante disso, ações como essa, que trazem maior esclarecimento às pessoas, para que elas coloquem os problemas à mesa e assim possamos discutir, são muito nobres. Quero parabenizar o MP, na pessoa do Dr. Rony, por tudo isso”, comentou.

A advogada Lenieverson Menezes, voluntária da Associação de Amigos da Oncologia (AMO), também demonstrou entusiasmo em participar do “MP, Cidadania e Saúde”. “É uma grande iniciativa! Na medida do possível, eu estarei sempre presente, porque os temas são necessários e trazem reflexões muito interessantes”, disse.

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Fotos: Celene Moraes e Hebert Ferreira

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