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MP lança a campanha para mobilizar homens pelo fim da violência contra a mulher

O Ministério Público de Sergipe, por intermédio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher (CAOp Mulher) e com o apoio do Serviço Social da Indústria (SESI), lançou a campanha “Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher”. Simbolizada por um laço branco, a iniciativa faz alusão ao dia 06 de dezembro, data instituída pela Lei Federal nº 11.489/2007 como “Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher”.

Na ocasião, foi exibido um vídeo educativo e discutida a necessidade de transformações culturais capazes de promover a igualdade de gênero, abolindo a ideia de supremacia do homem sobre a mulher. Camisas com a marca da campanha foram entregues a membros, servidores e estagiários do MP. Além disso, alunas da primeira turma de reeducação alimentar e aproveitamento de alimentos receberam os certificados de participação no curso, também realizado em parceria com o SESI.

Na abertura do evento, o procurador de Justiça Josenias França do Nascimento, coordenador geral em exercício do MP, ressaltou que “homens devem ser parceiros das mulheres, não agressores”. Para ele, as mulheres devem ser continuamente empoderadas e ter voz ativa contra a violência.

Hoje o MP deu origem ao processo simbólico dessa campanha, com a distribuição de camisas, com apresentação de vídeos, de uma maneira mais intimista. Mas nós vamos levar essa campanha à Câmara de Vereadores e à Assembleia Legislativa, para que consigamos mobilizar a sociedade. O homem tem que desconstruir essa ideia do machismo tóxico e também refletir sobre as questões necessárias de equidade de gênero”, disse a promotora de Justiça Euza Missano, diretora do CAOp Mulher e da Coordenadoria da Comunicação Social do MP.

Para o superintendente do SESI, Acrízio Campos, “realizar uma campanha como essa é quase uma obrigação, diante das ações nefastas que se observam no cenário atual”. “Evitar esse tipo de problema requer mudança de cultura, transformação de comportamentos, por isso, exige também uma atenção permanente. Essa campanha deve ir além de uma data pontual, ela tem que ser feita constantemente. Estamos aqui para somar esforços e alcançar um mesmo objetivo. Tudo isso faz parte da missão do SESI”, pontuou Campos.

A diretora do Centro de Apoio Operacional da Infância e da Adolescência (CAOpIA), Lilian Carvalho, afirmou que mudar uma mentalidade cristalizada ao longo de séculos leva algum tempo, mas é preciso dar os primeiros passos. “Infelizmente nossa sociedade ainda é predominantemente patriarcal, machista, onde os homens foram educados e tiveram a mentalidade construída com base em postulados que os dilaceram psicologicamente: homem não chora, não pode demonstrar sentimentos, não pode ser frágil. Tudo isso desumaniza e os leva a reproduzir violência como instrumento de afirmação da masculinidade. Há estudos que demonstram um maior número de suicídios entre os homens e uma das causas é justamente o fato de ele reprimir seus sentimentos desde criança. Precisamos trabalhar isso, principalmente com as novas gerações, para que possamos romper o ciclo de reprodução do machismo tóxico e da violência”, argumentou a promotora.

Rony Almeida, promotor de Justiça e diretor do centro de Apoio Operacional da Saúde, lamentou que a humanidade ainda produza episódios tão reprováveis como a violência, especificamente aquela cometida pelo homem contra a mulher. “É com tristeza que enxergamos isso, mas nosso alento é que as instituições e as próprias mulheres estão reagindo. Devemos trabalhar diariamente para combater a violência contra a mulher e garantir a efetivação dos direitos fundamentais para todos”, salientou.

Já o diretor do Gabinete de Segurança Institucional do Ministério Público (GSI/MP), promotor de Justiça Rogério Ferreira, avaliou que a violência contra a mulher requer duas frentes de atuação: uma repressiva e outra preventiva. “Ao longo de 16 anos no Tribunal do Júri da capital, nós tivemos a oportunidade de vivenciar inúmeros casos na forma mais aguda, ou seja, homicídios consumados ou tentados. O papel do MP nessas ocasiões é buscar uma punição para o agressor, mas isso, por si só, não resolve o problema. Portanto, precisamos também de um trabalhado preventivo. Investir na mudança de um padrão cultural é muito difícil e leva tempo, mas transforma a realidade. Por isso, campanhas educativas são necessárias. Os homens devem entender que mulheres não são objetos”, disse o promotor. Ele também presenteou o CAOp da Mulher com material publicitário produzido em parceria com o SESI. Para-sóis com a inscrição “Romper o silêncio! Denuncie a violência contra a mulher” – além dos números da Ouvidoria do MP (127), da Central de Atendimento à Mulher (180) e da Polícia Militar (190) – serão distribuídos a várias pessoas e circularão pela cidade.

Entrega dos certificados

Mulheres que participaram do curso de reeducação alimentar e aproveitamento de alimentos receberam os certificados de conclusão. A iniciativa é fruto do projeto Participação Solidária, idealizado pelo Centro de Apoio Operacional da Infância e da Adolescência [clique aqui e saiba mais].

Esse foi um curso piloto, que nós fizemos em parceria – CAOp da Infância, CAOp da Mulher e SESI. Estamos pensando em novas turmas, mas buscamos também por novos parceiro, porque há um custo em relação aos alimentos que precisam ser utilizados nas aulas. Queremos focar nos bairros onde as famílias tenham maiores dificuldades, bem como em projetos sociais que atendam a crianças e adolescentes”, destacou a promotora Lilian Carvalho.

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Fotos: Augusto Aranha

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