Formada em 2011 por ex-catadores do lixão da Palestina, a Cooperativa de Reciclagem “Reviravolta” funciona, provisoriamente, em um galpão localizado no Município de Socorro e a nova sede está sendo construída no Distrito Industrial de Socorro. Diversas audiências públicas e reuniões foram realizadas, TACs foram firmados entre os membros ministeriais envolvidos e os parceiros, com o intuito de realizar ações viáveis para que os catadores continuassem trabalhando com mais dignidade.
Na manhã do último dia 04, (terça-feira), o promotor de Justiça de Socorro Sandro Costa, a procuradora de Justiça e corregedora do MP, Maria Conceição de Figueiredo Rolemberg; o assessor da Corregedoria, promotor Augusto César Leite de Resende e a assessora da Coordenadoria Geral do MP, promotora Cláudia Calmon visitaram o canteiro de obras para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos de construção. De acordo com o promotor Sandro Costa, a previsão é de que a sede definitiva da Cooperativa esteja pronta em 02 meses.
O terreno de 5 mil metros quadrados, onde está sendo construída a nova Cooperativa foi doado, através dos esforços ministeriais , pela Codise, e a obra segue de “vento em popa”, graças aos recursos de compensação ambiental oriundos da Promotoria, com o apoio do Município de Socorro e dos diversos parceiros que abraçaram a causa.
Durante a visita, Sandro Costa comentou que a construção é resultado de um trabalho realizado há anos. “Desde que o Ministério Público entrou com ações para fechar os lixões em Socorro, os catadores nos procuraram pedindo apoio por questões de sobrevivência. Eles viviam de forma indigna, catando resíduos e comidas. Então, nós fizemos um trabalho junto com o município e outros parceiros para que pudéssemos dar uma emancipação econômica e especial para esses catadores”, explicou.
A corregedora geral do MP Conceição Figueiredo parabenizou todos os envolvidos no projeto. “Estamos felizes com a beleza do projeto e com a cooperação de tantos parceiros. Um sonho que se sonha junto, se torna realidade, já dizia o poeta”, salientou a procuradora.
“Antes nós éramos catadores de lixo, hoje temos orgulho de dizer que somos agentes ambientais. O galpão é um sonho que hoje está sendo realizado graças aos parceiros. Na outra estrutura nós vivíamos em meio ao lixo, correndo risco de doenças e aqui será totalmente diferente”, confessou Quitéria da Silva, uma das fundadoras da Cooperativa que fez questão de acompanhar a visita.
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