O promotor de Justiça e coordenador de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (COPIER), Luís Fausto Valois, participou de uma Sessão Especial Câmara Municipal de Aracaju (CMA) com o tema “Legislação Municipal e os povos tradicionais de matrizes africanas e terreiros: dialogando o dever do Município e os direitos de quem tem essa crença”.
A abertura da Sessão contou com a saudação da Yalorixá Rita Tassitaô e do Pai Marcos Xoroquê, do Coletivo de Ekédes e Ogans do Estado de Sergipe. Para o escritor Enéas Gabriel Resende, Bababalorixa Historiador, pós-graduado em Ensino para Igualdade Racial Gênero e Diversidade, e vice-presidente da Academia Riachuelense de Letras, Ciências e Artes, o evento foi fundamental para reforçar a garantia dos direitos.
A Ialaxé Martha Sales também participou da solenidade. Ela é mestranda em Antropologia e fundadora da Sociedade Omolàiyé. “É importante que o município esteja sempre atento para criar e fortalecer mecanismos. Os espaços devem ser ocupados por todos os cidadãos. Precisamos ser vigilantes e ter conhecimento de toda legislação para que possamos pleitear os direitos. Luto diretamente pelo empoderamento dos grupos comunitários e povos de terreiro que faço parte. As fronteiras para mudar os espaços de poder passam por uma conscientização política. O mergulho é mais profundo”, pontuou.
A Ialorixá Sônia Oliveira Santos é pedagoga, mestre em Políticas Sociais e fundadora da Comunidade Ojú Ifá. Ela falou sobre a sacralização, a importância e o respeito aos animais nas religiões de matriz africanas.
O coordenador da COPIER destacou que é preciso fortalecer os canais de diálogo. “O Estado tem o dever de zelar pelas religiões de matriz africana. Não preciso esconder minha religiosidade no dia a dia, porque a Constituição garante a liberdade religiosa a todo cidadão brasileiro. Muita gente, às vezes, não sabe dos seus direitos. Precisamos quebrar a timidez e levar conhecimento aos povos tradicionais. A ignorância leva ao preconceito. Uma nova geração não está se escondendo. Temos que acabar com o racismo religioso”, disse.
Homenagem
Em um outro evento, o promotor de Justiça Luís Fausto foi homenageado pela Instituição Religiosa Ilé Àse Ìdílé Ògún e recebeu o título de “Personalidade” pelo apoio prestado.
Com informações da Câmara Municipal de Aracaju
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