A equipe Espeleologia, Arqueologia e Paleontologia da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco descobriu no município sergipano de Japaratuba, distante 54 quilômetros de Aracaju, uma caverna até então desconhecida e não registrada na base de dados nacionais. “Constatamos, infelizmente, que a cavidade estava sendo usada como depósito de lixo, prática que impacta todo sistema cavernícola, já que a caverna tem uma relação muito íntima com o ambiente externo”, explicou o coordenador da equipe e espeleólogo, Elias Silva.
O proprietário do terreno foi orientado sobre o descarte irregular de lixo doméstico. Além disso, a equipe encaminhou o registro da cavidade para o Cadastro Nacional de Cavernas, para que ela passe a existir oficialmente, reforçou o coordenador.
Durante as atividades realizadas pela Fiscalização Preventiva Integrada, a equipe de paleontólogos encontrou próximo à caverna, fósseis de invertebrados marinhos conhecidos como amonoides. “A região é propícia para esse tipo de fóssil. Porém, em localidade perto a uma cavidade é algo novo”, destacou Elias Silva.
Ainda no município, foi feito o registro inédito de um novo sítio arqueológico. “Um afloramento rochoso, com rocha arenítica. Por trás desse afloramento, identificamos uma rocha mais ao nível do solo, que era utilizada como local de desbaste de ferramentas de pedra”, informou o coordenador da equipe Espeleologia, Arqueologia e Paleontologia.
Educação Ambiental – Com o intuito de orientar as pessoas sobre a importância das cavernas para o meio ambiente, a FPI vem realizando um trabalho de sensibilização e educação ambiental nas comunidades e nas escolas. “A gente está levando informação para essas comunidades. A relevância das cavidades para o ecossistema e para as próprias pessoas que moram no entorno. Porque muitas vezes as pessoas não descartam lixo por maldade, mas sim por desconhecimento dessa importância. Até a última sexta-feira (30/09), tínhamos visitado cinco municípios”, esclareceu Elias Silva.
Mito – E a equipe Espeleologia, Arqueologia e Paleontologia da FPI do São Francisco desmistificou a informação de que há caverna abaixo do hotel Velho Chico. “Não há caverna em Propriá”. A equipe investigou relatos históricos datados do final do século XIX e década de 20, nos quais um geólogo e um historiador citam a existência de cavidade natural em um local chamado de ‘Morro do Chaves’, onde localiza-se o hotel Velho Chico, na cidade de Propriá, em Sergipe.
“Na verdade, após prospecção na localidade, constatamos a presença de afloramento rochoso (blocos de rocha calcária e arenítica). Contudo não foi encontrado nenhuma caverna. O que existe é uma cavidade que é parte da estrutura do hotel, tipo um sótão”, desmistificou o coordenador o coordenador da equipe.
Equipes da FPI/SE – Espeleologia e Arqueologia; Mineração; Aquicultura; Aquática; Fauna; Patrimônio Cultural; Comunidades Tradicionais; Saneamento I e II; Gestão Ambiental I e II; Agrotóxicos; Flora; e Abate.
Instituições parceiras – Várias instituições estão articuladas na Fiscalização Preventiva Integrada em Sergipe, são elas: Ministério Público Estadual e Federal; Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco; Fundação Nacional de Saúde; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Secretaria do Patrimônio da União; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; Fundação Cultural Palmares; Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga; Marinha do Brasil; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Museu de Arqueologia de Xingó da UFS; Universidade Federal de Sergipe; Departamento Nacional de Produção Mineral; Coordenação de Vigilância Sanitária; Administração Estadual do Meio Ambiente; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe; Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos; Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe; Polícia Militar; Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe; Secretaria de Estado da Cultura; Polícia Civil; ONG Centro da Terra; ONG Fundação Mamíferos Aquáticos.
Assessoria de Comunicação – FPI/SE
Publicado em 03 de outubro de 2017